RÁDIO SE SEGMENTA E AGORA LUTA PARA CONVERTER AUDIÊNCIA EM RECEITA

Meio detém 4,5% do bolo publicitário, mas quer 12% com conquista da verba da TV Aberta

O meio rádio tem se fragmentado de maneira crescente nos últimos anos e aberto caminho para um modelo de mídia que oferece ao ouvinte diversos tipos de conteúdo e, aos anunciantes, a oportunidade de atingir nichos específicos. A audiência parece apreciar este estilo quase personalizado e vai bem. Apesar disso, o meio ainda luta para alavancar a venda de espaços. Há três anos, segundo o projeto Inter-Meios, o rádio recebe iguais 4,5% do total de investimentos em mídia do país - bolo que perdeu volume em 2001 e 2002.

Mas as perspectivas são positivas. O meio sonha com 12% de participação no bolo publicitário no longo prazo. O crescimento vai se dar com a derrota da TV Aberta para a paga, que deve ocorrer em até 10 anos, de acordo com o analista de mídia Antonio Rosa Neto, que preside o Grupo dos Profissionais do Rádio, o GPR. A TV paga passa hoje pelo mesmo inferno astral vivido pelo rádio nos anos 80 e 90, quando teve início a segmentaçt face="Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"A gente tem como foco um negócio rentável e, por isso, precisa se posicionar onde há maior potencial", justifica Acácio Luiz Costa, diretor geral da Band FM. A aposta no niPR promove cursos, palestras, visitas a agências e publicidade e encontros entre profissionais do rádio.

Para Acácio, a Band FM poderia ter mais anunciantes se empreendesse um esforço comercial maior. A Band FM não faz parte do GPR, mas, de acordo com o diretor-geral da rádio, apóia suas iniciativas. Rosa Neto aponta um certo comodismo por parte das empresas, habituadas a pensar primeiro na TV na hora de anunciar.

CidadeBiz - 27/Maio/2003


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