RÁDIO – ENFIM, A COMEMORAÇÃO!
O Rádio , parece-me, tem muito a comemorar.
Se não for ainda pelo destaque na concentração dos investimentos publicitários de todo o mercado, que seja pelo menos pela crescente presença de específicas marcas, até então distantes do universo de facilidades hoje proporcionadas pelo rádio.
Se não for pelos constantes investimentos dos grandes empresários, que seja então pelo reconhecimento do privilegiado universo ouvinte, cada vez mais fiel à suas grifes sonoras, potencializando resultados de diversas ações publicitárias do rádio.
Se não for pela dinâmica da sua programação retratando o próprio dinamismo do dia-dia do ouvinte, que seja pela sua capacidade de ousar, criando nobres e importantes campanhas, tanto sociais como mercadológicas, dignificando e aperfeiçoando ainda mais a prestação de serviços, indiscutivelmente a maior propriedade do rádio.
E se não for pelo maior equilíbrio da relação custo/benefício, invariavelmente garantindo a maior rentabilidade, que seja pela alternativa do menor custo absoluto da mídia. Se não for pela fidelidade com que retrata os hábitos e costumes das comunidades, que seja pelo seu poder de cobertura local, integrando as marcas do cotidiano dos ouvintes através da programação e dos grandes e eficazes comunicadores do rádio.
Enfim, se não for pelos fortes, tradicionais e imbatíveis valores do meio, enquanto canal de comunicação publicitário, que seja em reconhecimento o atual movimento realizado pelo meio e pelos profissionais do rádio.
Os trabalhos e os movimentos manifestados pelo rádio foram e são diversos. Em todos, o objetivo maior do “re”, do resgate ao re-posicionamento.
Liderado pelo Grupo dos Profissionais do Radio (GPR), o meio já adquiriu, a meu ver, uma nova dimensão em todo o mercado publicitário.
Se antes o meio era, equivocadamente, preterido ou mesmo conceituado apenas como complemento nas estratégias das grandes marcas, hoje,
mesmo diante de ousados objetivos mercadológicos, exige, pelo menos, consideração.
E com razão.
Seus números, sua força, sua eficácia, sua eficiência, sua flexibilidade, sua dimensão e seus resultados são positivos o suficiente para fortalecer qualquer argumentação em seu favor.
Embalado por pesquisas, por eficazes apresentações, por eficientes campanhas e, evidentemente, por imbatíveis resultados, o rádio esta, acima de tudo, resgatando a sua própria força.
Mesmo diante da percepção da importância do valor técnico, associado a eficácia e a eficiência, muitas vezes o rádio era desafiado pela intensa competição da mídia, notadamente pelo dinamismo das propostas dos demais meios, das novas plataformas, das novidades embaladas por novas modalidades comerciais.
No entanto, percebo que o rádio, motivado pelo seu vitorioso movimento, decidiu encarar a concorrência de frente.
E o resultado positivo o encoraja para o melhor.
Aos românticos profissionais que sempre se referiram ao meio com o sabor da nostalgia, boas novas. O rádio está alimentando a sua competição de mercado com as mesmas armas que os demais meios de comunicação. E ampliando a sua participação de mercado.
Aos privilegiados profissionais que já desfrutaram da eficácia do rádio no passado e por alguma razão alteraram estratégias atraídos por alternativas inovadoras, reflitam. O rádio está potencializando resultados em diversos formatos, modalidades e momentos. E propondo, como sempre, positiva sinergia com os demais meios envolvidos na mesma campanha.
Enfim, aos resistentes profissionais, especialmente aqueles que julgam que a conquista da eficácia de suas campanhas só pode ser entregue pelas plataformas modernas, revolucionárias, interativas, localizadas e integradas a linguagem do universo consumidor, reconsiderem o rádio.
E ele o meio que, além de garantir a você a informação, o entretenimento, a diversão, melhor trabalhara para você e para a sua marca.
Angelo Franzão Neto (vice-presidente e diretor de mídia da McCann-Erickson Brasil)
M&M Especial de Radio - 27 de Setembro de 2004