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PROJETOS
INOVADORES
Propaganda & Marketing Especial - Junho/2003
O rádio é
tido como o veículo do futuro. Em um documento publicado recentemente
pela ONU - Organização das Nações Unidas,
com o título Construindo a Sociedade de Informação,
o capítulo que trata da mídia, que foi escrito com a colaboração
de Antonio Rosa Neto, presidente do Grupo dos Profissionais de Rádio,
mostra que a sociedade do futuro será mais ativa que a de hoje.
As pessoas passarão menos tempo em casa e, conseqüentemente,
mais tempo na rua. "A mídia terá de acompanhar a mobilidade
desse cidadão, e o veículo mais indicado nesse contexto
é o rádio", analisa Rosa Neto.
Ele vê um outro aspecto positivo do meio. Enquanto outras mídias
como televisão, jornal, revista e internet, disputam a exclusividade
da atenção do consumidor, o rádio não. Ao
mesmo tempo que alguém ouve rádio pode ler, navegar na internet
ou realizar qualquer outra atividade.
Mas, por enquanto, a realidade não é essa, e o rádio
ainda registra perdas do share. No ano passado essa queda foi de 0,8%."Reverter
isso só depende de investimento, mas esse processo é crônico:
o rádio não cresce", fala Rosa Neto.
Enquanto esse futuro não chega, as emissoras procuram estratégias
diferenciadas para captar verba. Na Jovem Pan FM, por exemplo, a preocupação
é o desenvolvimento de formatos de mídia diferenciados que
dão resultados imediatos ao anunciante. Para Tim, por exemplo,
foi realizada uma ação que compreendia merchandising no
programa Pânico, testemunhal de clientes na programação
esportiva, inserções na revista Jovem Pan e no site da emissora,
além de ações promocionais com Vans da rádio.
"Uma ação campanha com esse perfil tem foco exclusivamente
com resultados. Nosso diferencial é que podemos mudar a rota de
uma ação como essa se os resultados não estiverem
sendo satisfatórios para o anunciante", assegura Sergio Waib,
diretor comercial da Jovem Pan FM.
Outro case semelhante aconteceu com a Citroën. A campanha aconteceu
com Vans Jovem Pan promovendo Citroën nas revendas, com chamadas
ao vivo e merchandising na rádio. De acordo com Waib, 76% das vendas
do período aconteceram nas revendas onde estava havendo a promoção.
Essas estratégias, que acontecem há quatro meses, tem feito
com que a emissora registre um crescimento médio mensal de 20%
na receita publicitária. "As gravadoras vem apanhando por
causa da pirataria e internet. Não contamos mais com o dinheiro
delas, por isso estamos trabalhando muito e desenvolvendo projetos que
fogem dos padrões convencionais", diz Waib.
A CBN também vem apostando em projetos que já são
responsáveis por quase 50% de sua receita publicitária.
Eles são calçados em programas desenhados exatamente para
captar patrocínio. "Com eles podemos atender melhor às
necessidades do mercado anunciante", afirma Nilo Frateschi, gerente
comercial da CBN. Um exemplo é o programa Liberdade de Expressão,
criado para o patrocinador Souza Cruz, em que os jornalistas Carlos Heitor
Cony e Athur Xexéo conversaram com o âncora Heródoto
Barbeiro. No final a companhia de cigarros só aparece na assinatura
do programa: Souza Cruz, 100 anos de Brasil.
Na mesma linha são os programas Mais São Paulo, apresentado
por Gilberto Dimenstein e patrocinado pela Porto Seguro; Seu Dinheiro,
apresentado por Mauro Halfed, com patrocínio da Bovespa, Negócios
em Foco, com patrocínio da HP, e o Boletim Sebrae.
Propaganda & Marketing
Especial, junho de 2003.
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