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REAÇÃO DO PRIMO POBRE DO RÁDIO
Ações do GPR alavancam participação
do rádio no bolo publicitário
O rádio é o meio de comunicação de maior audiência e penetração na população
Brasileira. Presente em todas as classes sociais, é uma forte ferramenta
para os anunciantes divulgarem seus produtos e serviços. Porém, não é
isso o que vinha acontecendo. Pelo contrário, o rádio, nos últimos anos,
vinha perdendo cada vez mais espaço no mercado publicitário para a televisão,
revistas e jornais.
Par alavancar a participação do meio no mercado publicitário, um grupo
de empresários de rádio fundou, em setembro de 1998, o Grupo dos profissionais
do Rádio (GPR). "Naquele ano o rádio chegou ao fundo do poço. O meio representava
apenas 3,7% do bolo publicitário no país, tendo arrecadado R$ 300 milhões
com os anunciantes", lembra Antonio Rosa, presidente do GPR.
A grande diferença do GPR em relação a outras associações é que desde
a idéia de sua criação, ficou determinado que esta não seria gerida pelos
donos das rádios, mas sim pelos profissionais de marketing e comercialização
das emissoras.
A primeira decisão tomada foi a criação de um calendário de atividades.
Dentre as que se destacaram, está o curso trimestral promovido pelo GPR
aos profissionais das emissoras. O último, realizado em julho passado,
ensinava como redigir um case. Outro projeto importante foi a criação
de um comitê para discutir o aprimoramento técnico de pesquisas junto
com o Ibope.
Fim do Mito
Segundo
Maria Cristina da Hora, diretora comercial da rádio 89FM, este prêmio
veio derrubar o mito que as agências não conseguiam criar para o rádio
com a mesma qualidade que criavam para a televisão e mídia impressa. Ela
diz ainda que nesse curto período de tempo, além de provar que a criação
para o meio pode ser eficiente, foi possível mobilizar diversos profissionais
em prol do rádio.
A 89FM, por exemplo, conta hoje com diversos anunciantes que também costumam
veicular suas campanhas no horário nobre da TV, como a Ford, Skol, Telesp
Celular, Playcenter, Red Bull, Shell e outros", Ressalta Maria Cristina.
Os resultados já estão aparecendo. Rosa Neto afirma que em 1999 o rádio
cresceu cerca de 26% em relação a 1998, tendo fechado o ano com um faturamento
de R$ 380 milhões provenientes de publicidade. "Foi o meio que mais cresceu.
Enquanto a televisão obteve apenas 1%, revistas e jornais aumentaram,
respectivamente, 11% e 12%. Aliás, cresceu quase quatro vezes em relação
ao mercado como um todo, que foi de 7%", compara.
Mais animador é a notícia que no primeiro quadrimestre deste ano o rádio
apresentou um crescimento de 55% em relação ao mesmo período em 1999.
"Hoje o rádio já representa 5,5% do bolo publicitário. E sua audiência
aumentou 33% nos últimos seis anos. É uma mídia que vem se desenvolvendo
e que não pode ser desprezada", diz Maria Cristina.
Rosa Neto acredita que o meio pode ter uma representatividade ainda maior.
E cita um exemplo: "Nos Estados Unidos, o rádio detinha 8% do bolo publicitário
em 1998. E vinha caindo cada vez mais. Até que criaram o Rádio Advertising
Bureau (RAB), que serviu de inspiração para criarmos o GPR. Suas ações
conseguiram elevar esta participação para 13% em 1999", afirma.
E a grande arma que os anunciantes têm na mão, na hora de anunciar no
rádio, é a programação segmentada. Os anunciantes sabem em quais rádios
está o seu público, ao contrário da televisão, cuja a programação é muito
diversificada. E, como diz Rosa Neto, há espaço para todos, desde a empresa
que deseja vender para as classes mais baixas até aqueles que irão anunciar
produtos valorosos.
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INCENTIVO
À CRIATIVIDADE
As
inscrições para o 2º Prêmio de Criatividade em Rádio se encerraram
no final do mês passado. No dia 27 de setembro será realizada a
cerimônia de entrega dos prêmios, onde também serão divulgados os
vencedores.
Puderam ser inscritos quaisquer jingle, spot ou peça publicitária
veiculados pela primeira vez durante o período de agosto/1999 até
julho/2000. Os inscritos foram divididos em 27 categorias, selecionadas
por setores da economia, definidos na Estrutura de Mercado das pesquisas
Ibope Monitor.
Os prêmios são os seguintes: Ouro para o 1º lugar de cada categoria;
Prata para o 2º lugar; e Bronze para o 3º colocado. Também será
concedido um Grand Prix (GP) para o melhor trabalho entre todas
as categorias.
Os profissionais de criação cujos nomes estejam relacionados nas
fichas técnicas dos trabalhos vencedores ( Ouro, Prata e Bronze
) levam um troféu. Também será concedido um microsystem ao profissional
de mídia e outro à produtora de som responsável pelo GP.
No ano passado, o jingle Enterro assinado pela Giacometti & Farkas
para os Freios Vargas, levou o Grand Prix. O trabalho foi criado
por Márcio Delgado e Produzido por A Voz do Brasil. A profissional
de mídia da agência foi Deborah Alves Teixeira.
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Revista
Propaganda, Setembro de 2000.
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