80 ANOS DE RÁDIO

Exatamente em plena comemoração dos 80 anos de rádio no Brasil - a primeira transmissão oficial foi realizada pelo Presidente Epitácio Pessoa no dia 07 de setembro de 1922, comemorando o centenário da independência - somos surpreendidos por mais uma importante conquista no meio.
Já sabíamos que o rádio era o único meio de comunicação que permite ao público exercer suas atividades, pessoais e profissionais, ao mesmo tempo que consome o meio.
E concretizar tal fato é praticamente impossível para jornais, revistas, emissoras de televisão, ou mesmo pela Internet - todas estas demais mídias que exigem total atenção, tornam-se egoístas.
O rádio não. Ele é o único meio absolutamente democrático. Este detalhe tem feito com que esta mídia cresça bastante em audiência, pois a população moderna permanece muito mais tempo fora de casa e assume cada vez mais atividades.
Somando o elemento de convergência tecnológica, o rádio ainda revela novas possibilidades. Após o advento do Direct to Home (DTH) - temos como exemplo, as empresas de TV digital por assinatura DirecTV e Sky - começamos a experimentar o rádio por satélite, porém, dependendo ainda de um set-top-box fixo na televisão.
Agora não depende mais. Nos Estados Unidos, as empresas XM Satellite Radio (www.xmradio.com) e Sirius Satellite Radio (www.siriusradio.com) lançaram 100 canais de rádio, cada uma, utilizando satélites de baixa órbita, que podem ser acessados diretamente do automóvel. Para tanto, as empresas costumam cobrar uma mensalidade de US$ 9,90. É a vez do pay-per-listen!
Após diversos depoimentos que profetizavam o fim do rádio, atualmente, podemos conferir, nas próprias emissoras. Isso tudo sem nenhuma concessão governamental e ainda de quebra com a possibilidade de atuação mundial.
Reforçando minha previsão, vale o registro histórico do lançamento da RádioVW.com (www.radiovw.com), neste mês de setembro. É isto mesmo, um site de rádio da montadora Volkswagen, que já oferece quatro canais temáticos. Enfim, com a convergência entre a mídia e a tecnologia, o que vai valer é mesmo o conteúdo, pois a oferta de canais será até exagerada.

Rev. Canto do Galo (APP-Campinas) - ano 6, edição 15

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